Boia 359 – Adeus ao Petrônio, La Libertad presa e mais. – Boia
Petrônio Tavares era um surfista verdadeiro, no sentido mais literal da palavra verdade.O Camarada viveu do surfe e para o surfe.Daqueles que não arredam o pé da areia quando tem onda boa.Cada um de nós quando for ao mar atrás de diversão, de imersão, ou de solidão, vai levar Petrônio junto – como levamos Andy, Castejá, Pitzalis, Severson, Kealoha e tanta gente boa que partiu mas continua conosco.Esse episódio do Boia fala de campeonato, de prancha, de linha, do power e das escolhas que fazemos.Podia ser uma conversa na sombra, abrigado do sol na Cacimba, esperando um pouco mais de água na maré.Tivemos Bruno Santos e Calunga partilhando lembranças, Alexandre Iglesias tratando dos slabs e a trilha com Roger Glenn tocando Reachin', Bill Withers cantando Use Me e Mexican Institute of Sound com Meridian Brothers e Beck bagunçando tudo com Cumbia Beckiana.
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5 respostas em “Boia 157”
Julio, muito boa sua analogia entre Andy Irons e Jack Robinson.
Sobre o Etan Ewin eu iria mais além: o surf do cara é sim lindo, mas para ser comparado com o Andy, ele ainda precisa comer muito feijão nos tubos de consequência. E também precisa aprender a dar aéreos, em 2002 o repertório de aéreos do Andy era incrivelmente superior ao do Etan em 2022.
Chega a ser impensável que um candidato ao título de 2022 não tenha se quer dado 1 aéreo no ano.
Não que eu seja um fã descontrolado por aéreos, mas acho no nível desses caras a manobra é mais básica do que a “exigência” para o brasileiro falar em inglês nas entrevistas.
Faz todo sentido
Muito bem observado! Assino por baixo!
Relativamente ao Slater, escrevi em Abril de 2019: “Respeito-o por todos os títulos que conquistou e pelo competidor que foi, mas neste momento KS representa na minha opinião tudo aquilo que de pior o surf e a WSL têm para dar. Irá sair pela porta pequena em termos competitivos, é pena, não tinha necessidade, mas pior, irá para sempre ficar ligado ao corporativismo e compadrio que a WSL implementou no tour… vendeu a alma… e isso é triste, principalmente para um grande campeão…”. João, dando a minha opinião sobre a tua pergunta, acho que ele vendeu a alma ao diabo exterior para poder lidar com os seus demónios interiores, e sim Júlio, concordo que estamos a assistir a uma decadência melancólica daquele que já foi o melhor e isso é triste, parece que a cada campeonato que passa no WT toma decisões mais ridículas. Em suma, não soube sair por cima.
Zé,
não acho que ele vendeu a alma, na verdade creio que ele é responsável pelo modelo da WSL, queira ou não queira.
Pode ser que tenha passado do ponto que o Careca imaginou, mas o plano inicial era dele.