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Boia 220

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Ladeira abaixo ? Nem terminou ainda a etapa de Sunset e o Boia desce ziguezagueando com a gunzeira, desviando dos clichês e evitando os quebra-molas. Bruno Bocayuva, João Valente e Júlio Adler trazem nesse episodio, o Almanaque com a nova obra do inquieto e genial Loïc Wirth, Imagem falada com Gary do Kong e papo reto de Paumalu, JJF na quilha, Robbo na borda, KS no fundo e Italo na brutalidade. A sonzeira fica com Andy Bey e Celestial Blues, Comin' Thru e Chali 2na, terminando com Durand Jones & The Indications e Love Will Work It Out. Última paradinha, meu camarada, usa o código, boiapodcast30 e ganhe 30% de desconto na South To South no https://www.southtosouth.com.br/ — Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/boia/message
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Gabriel Medina exclusivo ?
Não temos.
No #220, João Valente, Bruno Bocayuva e Júlio Adler encontram-se no botequim virtual para celebrar a chegada do Ailton Krenak à ABL, celebram a diversidade e ambientalismo no Almanaque, enaltecem a saudação ao mar no Imagem Falada e até falam da vitória do DVD na Ericeira.
As músicas do episódio são gentilmente cedidas pelos Sul africanos do Kalahari Surfers, Free State Fence, acompanhados elegantemente pelo Nirvana, Blew(do primeiro album) e finalmente, Donald Byrd com Slop Jar Blues.
Aproveitamos para suplicar na humildade pela sua imensa benevolência de colaborar conosco no Catarse (https://www.catarse.me/apoiaboia) e esgotar as camisetas do Boia no (https://www.southtosouth.com.br/collections/camisetas-boia-podcast).
Rapadura é doce, mas não é mole.

Catarse

https://www.catarse.me/apoiaboia?ref=project_link

DVD

Almanaque

https://www.waterbear.com/watch/water-get-no-enemy

https://www.waterbear.com/watch

Imagem Falada

https://lukeshadbolt.com/salutation2013

SALUTATION, 2013
Salutation was possibly the first image I shot that felt like it was more than just a photo of surfing. I appreciate it’s ability for a broader perspective; was he saluting the wave, or was it a mocking attempt mimicking control over the water? It’s open to interpretation. This contrast identifies and illustrates humanities unending quest to control nature. The photo won the Surfing Australia / Nikon Surf photo of the year award for 2014, as well as being on the cover of the Passing Through Book and Great Ocean Quarterly.

Krenak na ABL

https://piaui.folha.uol.com.br/materia/gravata-indigena/

https://www.instagram.com/_ailtonkrenak/?img_index=1

https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2023/10/05/ailton-krenak-e-1o-indigena-eleito-para-a-academia-brasileira-de-letras.ghtml

Trilhas

[bandcamp width=100% height=120 album=2142294781 size=large bgcol=ffffff linkcol=0687f5 tracklist=false artwork=small track=54436438]

8 respostas em “Boia 220”

Outro boia incrível. A imagem falada remete minha lembrança para o ano de 2015, Adriano “Mineiro” faz um gesto parecido celebrando o mar enorme em Margaret. E claro… com direito a vitória da etapa. Aloha

Oi Pessoal, tudo bem? Estou retornando de uma longa viagem de trabalho e recuperando os episódios do Boia aos poucos, por isso este comentário chega tão atrasado. Minha atenção foi capturada neste episódio pelos comentários do João sobre extinção e aquecimento global. Eu já tinha escutado ele dizer que a preocupação com o aquecimento global era “histeria”, mas me parece que desta vez ele subiu alguns degraus na escala do negacionismo e acho válido colocar uma resposta. Meu comentário é motivado pelo fato de que além de surfista, sou Professor em uma Universidade, ensinando e pesquisando a evolução biológica. O comentário do João talvez tenha passado despercebido para alguns, mas ressoou profundamente para mim. Eu concordo com ele que este movimento pode, às vezes, ser usado comercialmente de maneira indevida, e existe muito “greenwashing” associado ao marketing de empresas com zero preocupação ambiental, mas negar as mudanças climáticas é outra coisa.

Sabemos que a extinção e a mudança (no clima, na geografia dos continentes) são uma realidade durante toda a história da vida na Terra. Acontece que essa história foi pontuada por cinco grandes extinções em massa, geralmente associadas a vulcanismo e mudanças climáticas, a não ser pela última, ocorrida há 66 milhões de anos. Esta última extinção marcou o final da era Mesozoica e ficou famosa pela queda de um asteroide que gerou um distúrbio que levou a maioria dos dinossauros à extinção.

Existe uma discussão sobre o impacto das atividades humanas e se estas poderiam causar a sexta extinção em massa. Primeiro, os pesquisadores precisaram definir critérios para diferenciar as extinções em massa das extinções “de fundo” (background extinction). Nas cinco extinções em massa conhecidas, por volta de 75% das espécies conhecidas desapareceram do registro geológico em um período curto (menos de 2 milhões de anos). Como o período em que as atividades humanas começaram a ter impacto em maior escala é bem menor, não é simples comparar as extinções atuais com as passadas, mas é possível comparar taxas de extinção padronizadas que medem a velocidade de perda das espécies. Reunindo as espécies extintas nos últimos 500 anos e as que se encontram muito ameaçadas (menos de 1000 indivíduos sobreviventes), as taxas excedem a extinção de fundo e a projeção para alguns grupos de animais e plantas pode chegar próxima de 25-30% de espécies extintas. Os dados populacionais para muitas espécies mostram que há uma aceleração da perda de populações locais, então estas projeções estão cada vez mais próximas de se concretizar.

A questão não é apenas se o clima já mudou antes. Sim, está sempre em mudança. Já tivemos períodos de “estufa” em que não havia calotas de gelo nos polos, mas não era para a mudança acontecer tão rápido e nesta direção. Pandemias como a que atravessamos há pouco e eventos climáticos cada vez mais extremos estão ficando cada vez mais comuns e a velocidade da mudança tem impressionado até mesmo quem previa os cenários mais alarmantes. É claro que o maior prejuízo será para aquelas populações e países com menos condição financeira para lidar com as mudanças, então a urgência para aceitar e lidar com o problema pode não ser a mesma para todo mundo. A biologia da conservação tem por objetivo final a preservação da espécie humana. O mundo vai continuar existindo depois que não estivermos mais aqui.

Existe consenso científico com relação a estes resultados, o que significa que muitos examinaram os dados e interpretações e chegaram a conclusões parecidas. A tentativa de impor uma narrativa de falta de consenso é uma estratégia bem conhecida e utilizada na pseudociência e negacionismo há muito tempo. Particularmente na minha área, o falso debate entre criacionismo e evolução foi historicamente impregnado deste tipo de estratégia. O livro Merchants of Doubt (Oreskes e Conway, 2010) expõe esta estratégia em detalhe, como utilizada para explorar a ideia de controvérsia nos debates iniciais sobre os danos à saúde causados pelo tabaco.

Desculpem o comentário longo. O João comentou no episódio que é mais fácil cancelar a pessoa com um posicionamento como o seu que tentar investigar se ela poderia ter razão. Eu concordo com ele, mas prefiro fazer o mais difícil. Acho válido discutir sobre diferentes temas, mas para evitar cair nas armadilhas do negacionismo, precisamos levar em consideração o conhecimento científico mais profundamente. Estarei sempre escutando vocês e posso dizer que sou o orgulhoso proprietário de uma camiseta do Boia.

Parabéns pela qualidade do trabalho e um grande abraço.

Isso aí Julio, mas os argumentos do diálogo precisam ser baseados em fatos e informações confiáveis. Quando isso não acontece, as discussões são improdutivas. Nunca foi tão fácil para os negacionistas gerarem ruído para prejudicar o debate como agora. Precisamos redobrar a atenção.

Tem toda razão!
Como neto de um cientista, tenho a inocência de acreditar na ciência sem tantos questionamentos.
Principalmente em assuntos que desconheço (quase todos), tanto que encerro o assunto em seguida.
Curioso mesmo foi ter o Krenak como combustível para essa discussão…

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